A Resenha

NORMAS de formataçao

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A resenha crítica, como trabalho acadêmico, provoca o desencadeamento do processo da autêntica investigação no estudante de graduação. É até considerado por alguns metodólogos, como sendo um tipo de trabalho muito complexo para ser cobrado na graduação. No entanto, as experiências práticas demonstram que, se bem orientada, a resenha crítica produz um amadurecimento do acadêmico, ao iniciá-lo na verdadeira pesquisa bibliográfica reflexiva.

Ela é também um tipo de atividade em que, se o professor definir o livro ou texto de referência, o acadêmico não vai encontrar o trabalho pronto na Internet e nem vai poder simplesmente copiá-lo de algum lugar. Recomenda-se que o texto de referência seja um texto adequado e compatível com o curso e semestre que o aluno está cursando. A escolha ou definição do texto de referência é decisiva no processo, pois é difícil fazer uma boa resenha de um texto ruim, pequeno, sem consistência ou densidade na abordagem do assunto.

Torna-se imprescindível apresentar o pensamento de alguns autores que se destacaram na concepção e na abordagem metodológica da resenha crítica.

Marcantônio, Santos e Lehfeld (1996, p. 72) entendem que:

 

[...] a resenha é uma síntese descritiva e crítica do conteúdo de uma obra. Na elaboração de uma resenha bibliográfica há necessidade de que o autor tenha conhecimento do assunto, além de criticidade. Possui papel importante na formação científica de todo estudante e dos especialistas.

Seguindo as orientações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1990), que denominou a resenha de resumo crítico, Andrade (1997, p. 60-61), apresenta a resenha como,

 

[...] um tipo de resumo crítico mais abrangente, que permite comentários e opiniões; um tipo de trabalho mais complexo, que exige conhecimento do assunto, para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízos de valor. Segundo Salomon (1991, p. 168), a elaboração de resenhas, [...]

“não só é importante, mas imprescindível para desenvolver a mentalidade científica, constituindo-se no primeiro passo para introduzir o iniciante na pesquisa e na elaboração de trabalhos monográficos”. Severino (1986, p. 181) também confirma esta perspectiva, ao afirmar que “a elaboração de resenhas concretiza o desejo de os estudantes contribuírem com as revistas especializadas de sua área, é uma efetiva maneira de se iniciar no campo das publicações”.

Para Lakatos e Marconi (1996, p. 243), “a resenha crítica consiste na leitura, no resumo, na crítica e na formulação de um conceito de valor do livro feitos pelo resenhista”.

Segundo Salvador (1977, p. 139), a elaboração de uma resenha crítica exige alguns requisitos básicos:

a) conhecimento completo da obra;

b) competência na matéria;

c) capacidade de juízo de valor;

d) independência de juízo;

e) correção e urbanidade;

f) fidelidade ao pensamento do autor.

A resenha crítica, como trabalho acadêmico, seguindo as orientações de Amboni e Amboni (1996), com as adaptações que se fazem necessárias, deve apresentar a seguinte estrutura:

a) capa;

b) folha de rosto;

c) sumário (se necessário).

d) introdução: o assunto deve ser apresentado no primeiro parágrafo, partindo de algumas considerações mais genéricas, até chegar ao ponto em que será dada maior ênfase. A seguir, o autor deve demonstrar a importância da abordagem, os objetivos, método ou caminho de sua abordagem, para despertar o interesse do leitor. Também deve ser apresentado na introdução, o livro ou o texto de referência definido para a resenha crítica, bem como, os autores que serão utilizados como apoio nas análises;

e) apresentação das idéias do texto: o acadêmico deve apresentar as idéias principais e secundárias, discutidas pelo autor do livro, capítulo ou artigo a ser usado como referência básica. Para atingir tal propósito, segundo Galliano (1986), naturalmente, o acadêmico deverá considerar os procedimentos recomendados para a produção de um bom texto, quais sejam: manter uma atitude permanentemente crítica e reflexiva com relação ao que está lendo; manter a fidelidade ao texto original; ao redigir, usar frases breves, diretas e objetivas. Havendo necessidade, pode-se fazer transcrições literais, as colocando entre aspas ou em itálico, seguidas do número da página entre parênteses. Recomenda-se não seguir as subdivisões do texto original. As idéias principais podem ser apresentadas num único bloco, encadeadas em uma seqüência lógica;

f) apreciação crítica: a partir da compreensão objetiva da mensagem comunicada pelo livro, capítulo ou artigo, o acadêmico deverá tomar posição própria em relação às idéias apresentadas, numa tentativa de superar a estrita mensagem transmitida pelo autor do texto, explorar as idéias expostas, dialogar com o autor concordando ou discordando, levar em consideração a validade ou aplicabilidade das idéias expostas pelo mesmo. Para Medeiros (1997), o procedimento do resenhista será seletivo, uma vez que não pode abarcar a totalidade das propriedades do texto. Segundo Galliano (1986), para que a resenha crítica esteja fundamentada, é preciso considerar a opinião de outros autores que também abordam a mesma temática em outros livros, artigos de periódicos, revistas e jornais. Pode ser considerada, também, a experiência profissional, a visão de mundo, o momento histórico vivido pelo resenhista.

g) Conclusão: para a elaboração das considerações finais deve-se levar em conta os objetivos propostos, apontando as principais reflexões apresentadas no decorrer do trabalho. O acadêmico expõe claramente seu ponto de vista mais marcante na apreciação crítica.

h) Referências: devem aparecer todas as obras consultadas para a produção da resenha crítica, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2000).