a) um
resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte);
b) idéias
de outras pessoas, repetidas não criticamente;
c) uma
série de citações, não importa se habilmente postas juntas;
d) opinião
pessoal não evidenciada, não demonstrada;
e) cópia
do trabalho de outra pessoa sem reconhecê-la, quer o trabalho seja ou não
publicado, profissional ou amador: isto é plágio (ROTH apud MEDEIROS,
1997, p. 187).
Estrutura
do paper:
a) capa;
b) folha de rosto;
c) sumário;
d) introdução (1° parágrafo): objetivo, delimitação;
e) desenvolvimento: posicionamento, avaliação, reflexão. do autor do paper
em relação ao texto/realidade/tema; f) conclusão (último parágrafo): síntese
concisa das principais idéias defendidas no desenvolvimento do trabalho; g)
referências.
1.1 -
Paper – comunicação científica
A comunicação científica define-se como a informação
que se apresenta em congressos, simpósios, reuniões, academias, sociedades
científicas. Em tais encontros, os trabalhos realizados são expostos em
tempo reduzido. A finalidade do paper tipo comunicação científica é
fazer conhecida a descoberta e os resultados alcançados com a pesquisa,
podendo fazer parte de anais.
Em geral, as comunicações científicas não permitem a
reprodução total da experiência realizada e levam em consideração os
seguintes elementos: finalidade, informações, estrutura, linguagem e
abordagem.
A estrutura da
comunicação científica (paper), para apresentação oral, engloba:
-introdução: formulação do tema, justificativa, objetivos, metodologia,
delimitação do problema, abordagem e exposição exata da idéia central;
-desenvolvimento: inclui exposição detalhada do que se
disse na introdução e fundamentação lógica das idéias apresentadas;
-conclusão: busca uma síntese dos resultados da pesquisa. A estrutura da
comunicação científica escrita, para Medeiros (1997, p. 180), com as
adaptações que se fazem necessárias, pode ser esta: a) capa; b) folha de
rosto: que engloba o nome do congresso (ou evento), local do evento, data,
título do trabalho, nome do autor, credenciais do autor; c) resumo: síntese
do trabalho. Pode aparecer entre o título e o texto, ou ao final do
trabalho; d) conteúdo: introdução, desenvolvimento, conclusão (Conforme a
apresentação oral); e) referências.
1.2 -
Position paper
A realidade e a educação moderna não podem aceitar mais
aquele aluno que simplesmente decora textos para tirar notas boas e que
simplesmente reúne um amontoado de idéias de outros autores.
Pelo contrário, hoje, exige-se que um aluno saiba ler e
interpretar, mas que, sobretudo, também questione e se posicione diante da
realidade e do que é dito e apresente suas próprias idéias. Isso é sinal de
maturidade intelectual.
É nessa linha de raciocínio que se situa o position
paper. Através dele, o educando desenvolve sua capacidade de reflexão e
criatividade diante do que está escrito (livro, artigo, revista, jornal,
etc.), diante do que é apresentado (palestra, congresso, seminário, curso,
etc.) e também diante do que pode ser observado numa realidade (empresa,
projeto, entidade, viagem de estudos, etc.).
É bom acentuar que não se trata de um relatório ou
resumo. É uma reflexão original, em que o educando deixa de ser um receptor
passivo e passa a ser um sujeito crítico e ativo na construção de novos
conhecimentos.
Como a própria palavra pressupõe, o position paper
é uma “posição”, do próprio autor, mas é também o posicionamento de outros
autores sobre o assunto. Por isso, este tipo de trabalho exige uma revisão
bibliográfica, ou seja, a pesquisa de estudos já efetuados por outros
autores. A estrutura do position paper pode ser assim disposta: a)
capa; b) folha de rosto; c) sumário; d) introdução: objetivo, delimitação,
metodologia; e) revisão bibliográfica: sobre o assunto (no mínimo dois
outros autores); f) reflexão e posicionamento: do autor sobre o assunto; g)
conclusão; h) referências.
1.3 -
Short paper ou issue paper
A própria tradução destes termos já oferece uma base
conceitual para este tipo de trabalho: pequeno, conciso, problema crucial,
questão, tema. Para entender melhor, basta pegar um exemplo prático: diante
de um texto ou realidade observada, sempre ou quase sempre aparecem certas
singularidades ou partes mais específicas, o que significa afirmar que se
pode discorrer apenas sobre uma destas partes.
A decisão sobre qual ponto específico abordar pode ser
definida pelo professor, que pode, também, deixá-la a critério do aluno.
Deve ficar evidente, no entanto, que o fato de o
short paper ou issue paper ter uma abrangência menor em termos de
abordagem, não significa dizer que o conteúdo deva ser tratado com menor
profundidade. Pelo contrário: a delimitação do tema propicia o
aprofundamento do conteúdo.
Estrutura
do short paper ou issue paper:
a) capa;
b) folha de rosto;
c) introdução (1° parágrafo): objetivo, delimitação (nesta é muito
importante situar o objeto específico de
reflexão dentro do contexto geral em que esta foi delimitada); d)
desenvolvimento: posicionamento, avaliação, questionamento do autor em
relação ao ponto específico que foi abordado;