FICHAMENTO

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Veja tamb�m: Como come�ar a Investiga��o Cient�fica?
Veja tamb�m: Procedimentos Iniciais para a elabora��o do trabalho acad�mico.
Veja tamb�m: Como elaborar seu pr�prio trabalho acad�mico: (monografias, disserta��o, teses, tcc�s, etc.)
Veja tamb�m: Como formatar seu pr�prio trabalho acad�mico: (monografias, disserta��o, teses, tcc�s, etc.)

Baixar: modelo de fichamento


A leitura de textos te�ricos exige capacidade de interpreta��o e sistematiza��o. Para tanto, existem t�cnicas de leitura que s�o, tamb�m, t�cnicas de pesquisa. Nesse aspecto, o fichamento � procedimento importante na organiza��o de dados integrantes da efetiva��o da pesquisa de documentos. Ele serve para arquivar e organizar as principais informa��es provenientes de leituras, devendo permitir um f�cil acesso aos dados fundamentais para a elabora��o do trabalho. A forma de registrar as informa��es nas fichas depende da organiza��o de cada leitor, podendo ser utilizadas as tradicionais fichas de cartolina pautada, a folha comum de um caderno ou, mais modernamente, fazendo-se uso de um banco de dados de um computador. O importante � que as informa��es estejam bem organizadas, de modo a facilitar o acesso �s mesmas. De acordo com diferentes autores, o fichamento deve conter a seguinte estrutura m�nima:

a) cabe�alho: pode ser dividido em apenas dois campos: o primeiro indica o assunto; o segundo, a classifica��o. Exemplo:
1 O Estado 1.1 Concep��es de Estado;
b) refer�ncia: no caso de um livro1, a refer�ncia deve apresentar a autoria, t�tulo da obra, local de publica��o, editora e ano de publica��o, como segue, no exemplo: CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ci�ncias humanas e sociais. S�o Paulo: Cortez, 1998.;
c) conte�do: depende do modelo de fichamento, podendo ser: fichamento de transcri��o textual, fichamento de resumo e fichamento de coment�rio.

 

Fichamento de transcri��o textual: conforme a Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas (2001a), a transcri��o textual � chamada de cita��o direta, pois reproduz literalmente os conceitos do autor consultado. Veja exemplo:
1 O Estado
1.1 Concep��es de Estado
OLIVA, A. Conhecimento e liberdade: individualismo x coletivismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994.
�N�o h� como negar que as ci�ncias sociais suscitam problemas ontol�gicos especiais� (p. 62).
�O holismo radical n�o se limita a reivindicar a exist�ncia de todos: defende tamb�m uma ontologia hierarquizada segundo a qual o indiv�duo � totalmente determinado � no que �, pensa e faz � por estruturas e processos subsistentes em coletivos ou todos� (p. 92).

Fichamento de resumo: trata-se de uma s�ntese, das principias id�ias do autor contidas na obra. Utilizam-se as id�ias do autor, escrevendo-as livremente com as pr�prias palavras.
1 O Estado
1.1 Concep��es de Estado
OLIVA, A. Conhecimento e liberdade: individualismo x coletivismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994.
O autor apresenta e discute os fundamentos filos�ficos de um projeto de liberalismo �tico-pol�tico, tendo como n�cleo a id�ia de liberdade. Trata-se, portanto, de uma s�ria cr�tica ao holismo ou coletivismo e de uma defesa da liberdade do indiv�duo concreto, sem absolutizar o individualismo.

Fichamento de coment�rio: � um fichamento descritivo, com coment�rios abordando a obra inteira ou parte dessa obra.
1 O Estado
1.1 Concep��es de Estado
OLIVA, A. Ontologia: os descaminhos na busca da subst�ncia social. In:______. Conhecimento e liberdade: individualismo x coletivismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994.
p. 15-41.Defende a tese de que o holismo, historicamente, apenas tem servido como
dispositivo de legitima��o para o poder exarcebado nas m�os do grupo encastelado no aparato do Estado.
 
Assim, o fichamento tem como objetivo permitir armazenamento de dados e/ou informa��es de documentos, no todo ou em parte, para posterior utiliza��o, segundo os interesses do pesquisador.

Modelo-padr�o para fichamento de textos

UMA INTRODU��O � ARQUIVOLOGIA

I - Sobre o ponto de partida do autor.
II - O problema central enfrentado pelo autor.
III - Sobre a estrutura do argumento principal do autor.
IV - Sobre a resposta dada pelo autor ao problema central que apresenta
V - Sobre as possibilidades cr�ticas quanto a argumenta��o do autor
5.1 - cr�tica interna (admite o ponto de partida, mas questiona o argumento principal e/ou a conclus�o).
5.2 - cr�tica externa (n�o admite o ponto de partida, logo questiona-o e/ou por conseq��ncia o argumento principal e/ou a conclus�o).

ROTEIRO DE FICHAMENTO

Um fichamento � um trabalho intelectual, individual, onde o aluno tem oportunidade de sistematizar suas leituras, de tal forma que tenha consigo um material de consulta permanente, ao qual ele poder� recorrer em diferentes momentos de sua vida acad�mica ou profissional. Para tanto, com base na literatura sobre o assunto, estamos propondo um roteiro b�sico de fichamento que busca garantir uma leitura exaustiva, qualitativa e organizada dos textos. Esclarecemos contudo, que esse roteiro serve de orienta��o no contexto das disciplinas ministradas por n�s no Curso de Arquivologia da Universidade de Bras�lia. Evidentemente, outros professores poder�o adotar orienta��es diferentes.

I. Aspecto formal

1. Refer�ncias bibliogr�ficas completas, contendo:

- Autor: SOBRENOME, nome.

- Nome da obra ou artigo; edi��o se houver.

- Local da edi��o (cidade).

- Editora.

- Data da publica��o.

- As p�ginas, se tratar de artigo ou capitulo de livro. Nesse caso, citar o livro de onde foi retirado o cap�tulo, indicando o organizador (se for obra coletiva) ou o autor.

Obs: Consultar na biblioteca a norma da ABNT mais recente a respeito.

II. Conte�do

1. Resumo do texto.

Resumo do capitulo/livro/artigo: o assunto do qual trata o artigo ou livro. Antes de fazer o resumo, deve-se ler todo o texto. Utilize suas pr�prias palavras e n�o as do autor. O resumo deve ser, de prefer�ncia, breve. Deve indicar, de forma global, n�o detalhada, qual � o assunto, os procedimentos metodol�gicos e as conclus�es do autor.

2. S�ntese seletiva das id�ias/conceitos/defini��es desenvolvidas no texto.

Fazer s�nteses em torno de alguns temas de interesse do aluno e/ou de temas destacados pelo autor, inclusive conceitos; temas/conceitos relacionados com a disciplina para a qual o texto foi lido. Pode-se: a) fazer cita��es diretamente do autor. Nesse caso, deve-se p�r a cita��o "entre aspas", indicando a(s) p�gina(s); b) sintetizar a id�ia do autor utilizando suas pr�prias palavras.

OBSERVA��ES IMPORTANTES SOBRE AS ClTA��ES:

N�O CONFUNDIR AS OPINI�ES DO AUTOR DO TEXTO COM AS DE OUTROS CITADOS POR ELE. O fichamento deve deixar claro quando se trata da id�ia do autor e quando este se ap�ia em outros para referendar o seu ponto de vista. Ex: "O autor [pode-se usar em vez de "autor" o seu sobrenome] citando Silva, afirma que..." ou "Segundo Couture, com base em estudos de Rousseau e Martineau, a Arquiv�stica pode..." ou "Referindo-se � pesquisa desenvolvida por Duranti sobre a Diplom�tica dos documentos contempor�neos, o autor acrescenta os resultados de sua pr�pria pesquisa..." ou "Buscando fazer um invent�rio das diversas defini��es de instrumentos de pesquisa, o autor concorda com aquelas fixadas por Silva, que s�o as seguintes:"

3. Coment�rios pessoais a t�tulo de conclus�o sobre o texto em exame, utilizando suas pr�prias palavras e n�o as do autor.

Nessa �ltima parte, o aluno deve fazer um esfor�o de reflex�o acerca do texto lido, tentando relacion�-lo a outros textos, �s aulas ou �s discuss�es e, se for o caso, indicar seus m�ritos ou falhas.


Notas: 1 Se a fonte de pesquisa for outro tipo de documento a Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas (2000) dever� ser consultada para a correta ordena��o da refer�ncia.


Fonte: Extra�do do site http://www.pmatozo.hostmidia.com.br
Fonte:
elaborado por Vilson Leonel, professor da Unisul, membro do N�cleo de Metodologia Cient�fica, mestrando em educa��o pela Unisul.


 
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