Na vida acadêmica, são várias as atividades de pesquisa realizadas,
tanto pelo corpo docente como pelo discente. Essas atividades resultam
de trabalhos didáticos e científicos elaborados freqüentemente nas
disciplinas, cursos ou em grupos de pesquisa. As atividades que se
caracterizam como trabalhos didáticos resultam da interação cultural,
pois permitem que o conhecimento seja reconstruído, na medida em que se
tem acesso ao mundo culturalmente instituído. Os trabalhos científicos,
por sua vez, resultam de um esforço de criação e elaboração de novos
saberes, possuem uma natureza mais complexa e permitem que o
conhecimento se renove. Outra diferença significativa entre os dois
tipos de trabalho é o tratamento que se dá ao objeto de estudo no
processo de sua assimilação, compreensão e construção.
Os trabalhos didáticos e científicos, muitas vezes, pelo nível de
excelência que apresentam, são merecedores de publicação. As
instituições de ensino, de maneira geral, e os cursos que a elas
pertencem, em particular, dispõem de revistas especializadas para a
publicação desses trabalhos produzidos por alunos e professores.
Artigo científico pode ser entendido como um trabalho completo em si
mesmo, mas possui dimensão reduzida. Köche (1997, p. 149) afirma que “o
artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos
resultados de investigações ou estudos realizados a respeito de uma
questão”.
Salvador (1977, p. 24) apresenta cinco razões para escrever artigos
científicos. São elas:
a) Expor aspectos novos por nós
descobertos, mediante o estudo e a pesquisa, a respeito de uma questão,
ou de aspectos que julgamos terem sido tratados apenas superficialmente,
ou soluções novas para questões conhecidas;
b) expor de uma maneira nova uma questão
já antiga; c) anunciar resultados de uma pesquisa, que será exposta
futuramente em livro; d) desenvolver aspectos secundários de uma questão
que não tiveram o devido tratamento em livro que foi editado ou que será
editado; e) abordar assuntos controvertidos para os quais não houve
tempo de preparar um livro.
O artigo é um
meio de atualização de informações e por isso, enquanto fonte de
pesquisa, jamais pode ser ignorado por alunos e professores no processo
de busca e aquisição de conhecimentos.
Para a
publicação de um artigo científico é necessário que se observem as
recomendações fixadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(1994), a qual estrutura, de maneira geral, os seguintes elementos:
1 -
Elementos pré-textuais
Os
elementos pré-textuais são os seguintes:
a) título: contém o termo ou expressão que indica o conteúdo do artigo;
b) autoria: nome do autor ou autores, acompanhado de um breve currículo
(figura em nota de rodapé); c) resumo: apresenta objetivos,
metodologia, e conclusões alcançadas. Deve ser elaborado de acordo com a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (1990); d) palavras-chave:
termos indicativos do conteúdo do artigo.
3 -
Elementos pós-textuais
Os elementos
pós-textuais são os seguintes:
a) apêndice:
texto escrito pelo autor, que complementa as idéias contidas no
desenvolvimento; b) anexo: documento (não necessariamente do autor do
artigo) que fundamenta, comprova ou ilustra aspectos contidos no
desenvolvimento; c) tradução do resumo: escrito em língua estrangeira,
conforme determinação do conselho editorial para quem será encaminhado o
artigo.
Na redação de artigos científicos, além dos elementos apresentados,
deverão ser utilizados elementos de apoio, quando necessários, conforme
sugere a Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994). São eles:
a) tabelas, quadros, fórmulas e ilustrações, os quais deverão ser
apresentados de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(1994);
b) citações, as quais devem ser apresentadas de acordo com a Associação
Brasileira de Normas Técnicas (2001a), devendo-se evitar as notas de
rodapé ou no final de texto.
É importante salientar que nem todas as revistas científicas seguem
rigorosamente a ordem dos elementos apresentadas neste texto. Alguns itens
podem variar de acordo com as necessidades e/ou exigência de cada conselho
editorial. Independentemente disso, é importante que professores e alunos
sintam-se motivados para publicar os resultados de suas atividades
científicas ou didáticas.